Leia aqui um poema de "cysne da ralé", de Igor Belloube:
“Senhor tá no céo". Como tens tamanho zelo,
Vejo que o senhor tá doido pra conhecel-o.
cysne da ralé, de igor belloube
Apesar de ter nascido no Rio de Janeiro, Igor Belloube não é carioca, senão são-cristovense, do Bairro Imperial de São Cristóvão, Zona Norte da cidade. Ele também é botafoguense, poeta, desenhista, tradutor e professor de língua portuguesa e latina. Faz mestrado no Programa de Pós-Graduação em Letras Clássicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGLC-UFRJ) e participa, desde 2023, do Núcleo de Estudos Clássicos da Fundação Biblioteca Nacional (NEC-FBN). Publicou epigramas de Marcial na Revista Zunái (2024) e poemas autorais na revista Ruído Manifesto (2025). Em 2025, lançou o seu primeiro livro de poesia, a Pharmacopea do Rio antigo (Editora Patuá). No Cysne da Ralé, Igor faz experimentações artísticas com as [orto]grafias que precederam o Acordo Ortográfico de 1990 (AO90) para trazer a lume versos de temas prosaicos e urbanos, cujo maior precedente é a poesia epigramática greco-latina. Segundo as palavras do poeta sobre o Cysne “[...] accyma de tudo, [é] como a columna de um jornal barato em decasyllabos, redondilhas etc. com um programma artistico particular”.
