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Leia aqui um trecho de "o efeito do estranhamento", de Jonathan Inácio:

 

     A atmosfera se ondulará num pequeno precipício onde a voz que se roía, se infiltrará numa percolação furiosa ao eco vibracional no extremo oco da terra, ele com as mãos dadas em meio a dois corpos rudimentares experimentara uma primeira colisão, onde com a própria terra, o mundo o marcara numa fenda profunda, de uma cratera deformada, numa matriz pontiaguda de uma pedra subjacente, a emergir numa terra umedecida, porosa.

   Há espaços entre os grãos de um solo, há silte sobreposta na carne rochosa que se fragmantera num zumbido hipersônico. Nas margens distantes da fissura, o menino ao se levantar da queda pusera os dedos no exterior cicatrizado de um corpo dolorido, onde o que continha vazara por fora, o nosso sangue nos abandona na primeira gota rubra, o nossa sangue tem saudade de casa, ele prefere a terra.

     E toda pequena partícula se misturava aglutinada na anti carne encouraçada, e com a face corada e enraivecida, ele só poderia chorar, não que necessariamente houvesse a dor primeira, mas havia o susto primal, onde ali doeria por toda vida num soluço estremecente que se reverberava numa instabilidade ociosa a decair de uma pele fina.

    Dentro do machucado havia um corpo avermelhado de massa espessa, onde na imagem refletida dentro o espelho, via a contorno se movimentar como um peito oscilante de pulso espremido nas paredes arroxeadas de espécie secreta, mas por alguma razão não sabia que a fenda doía, a fissura alarmada se cristalizará numa manta fina, e sempre ao contatar sua parte espessa pusera os dedos, e não entendera a dor, não entendera nada que se propusera a isto, o mundo próprio só sabe nos ferir.

o efeito do estranhamento, de jonathan inácio

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  • Jovem estudante do interior da Bahia, residente de Vitória da Conquista, autor atípico com hiperfoco na produção literária, Jonathan Inácio aprendeu a ler e escreveu aos 10 anos, produziu o livro no fim de 2020 e teve a obra concluída no primeiro semestre de 2023, tem como suas maiores referências literárias Júlia Lopes de Almeida e Clarice Lispector, essa última fundamental no início do processo inicial da escrita. A escrita do livro demandou estudo e sobretudo teimosia do autor na persistência da formação do livro

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