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Leia aqui um trecho de "sete contos, caim", de Wellington Amancio:

 

Como foi dito, no mundo o ser — o homem tomado por necessidades — tem a sua duração, tem o seu limite e quer ir para além daquilo que nem sequer esboça — fugir de que e para onde? Eu vi um homem rodar em círculos e achar aí o seu alento. Depois, ele nos disse coisas... nos disse que o bem vigente é fruto de forças consolidadas; o mal é tudo aquilo de que não se alcança falar e o monstro é aquele do qual não se pode se defender; a ferida dói menos que a cicatriz ferida; os ais existenciais dizem pouco das dores internas, blá, blá, blá, etc., mas isto foi no início. Depois de muitos destes axiomas proclamados nas aulas, o professor Raul tornou-se apático, disse-nos que a crítica, como um sopro que sai da boca, tal a qualquer vento, não perfura a pedra. “Acho que estou meio niilista... É a velhice, meu filho...” — dizia.

 

 

sete contos, caim, de wellington amancio

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  • Wellington Amancio é sertanejo nascido e criado no interior das Alagoas, em Delmiro Gouveia. É servidor público da Educação há 20 anos, formado em Filosofia e mestre em Ecologia Humana. Publicou livros de ficção e de ensaios. É membro do editorial da Revista Utsanga — Rivista di critica e linguaggi di ricerca,  da Revista de História da UEG e da Revista Tamoios da UERJ. Fundou as Edições Parresia em 2018. Destacam-se os livros “Figuras da indiferença” (2019), “Gumbrecht leitor de Martin Heidegger” (2020), “o reneval” (2018), “Apoteose de Demerval Carmo-Santo” (2019), “Os outros, sertão de argila escura (2021). Há publicações avulsas nas revistas Mirada, Ruído Manifesto, Germina, Gazeta da Poesia Inédita (Portugal), Magma (USP), Revell (UEMS), Letras Raras (UFCG), Literatura & Fechadura, Aboio, Diverso Afins, 7Faces, Eutomia (UFPE), Sítio (Portugal), Tyrannus Melancholicus, Revista Toró, Revista Torquato e Mallarmargens.

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