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Leia aqui um trecho de "à sombra da luz de prata - o inexistente e outras poesias", de André Victor:

 

Luz de Luna

 

No silêncio da noite em bruma,

O desejo desperta, me consuma.

Em cada suspiro, uma voz se insinua,

Chamando-me, suave, como a espuma.

 

O coração, em chamas, flutua,

O coração em fogo, se inflama,

Pelo desejo que a alma perfuma.

Pelo desejo que a alma derrama.

Nas sombras, a paixão continua,

Nas sombras, a paixão se insinua,

Como uma chama que sempre ilumina.

Como uma luz que sempre aclama.

 

No horizonte, a lua se apruma,

Guiando-me à dança, uma e uma.

Cada passo, uma estrela reluz,

E o desejo me prende, me conduz.

 

Por entre sombras, a alma ruma,

Em busca de um amor que inflama.

Em busca de amor que nunca emana.

Na luz sutil que o céu refaz,

Na luz sutil que o céu produz,

A noite é um véu de puro jazz.

A noite é um véu que ao corpo chama.

 

E no final dessa doce penumbra,

Meu único desejo é dançar, à luz de luna.

à sombra da luz de prata - o inexistente e outras poesias, de andré victor

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