Leia aqui um poema de "a(h)orta", de Natalia Negretti:
Lã, viva
Coloco a sua
lã verde
me cobre os braços
as costas
parte da miosótis
nossa
vossa
Dobro no fim,
numa ponta
caminho
Sentido
meu ombro,
das mãos
Preciso de um relógio
[Não qualquer um,
mas ainda não sei qual]
não porque é sempre um pulso
Quiçá
porque
os ponteiros de quase todos me assustam
os seus, não
Tenho de encontrar
o que cheira seu uso
sua sem hora
é que
bombeia
aqui
ao
mesmo
Tempo
em que busco
sentir
que sue você, agora,
que está toda
e qualquer hora.
a(h)orta, de natalia negretti
R$ 55,00Preço
