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Leia aqui um poema de "a porta atrás da porta", de Emerson do Couto B. Vieira:

 

UBIQUIDADE

 

Estive perto…

De quê?

Quem pode responder

Não se abriga de mim

Como me proteger

Do tempo que ocupo

Se não há culpa no que passo por suposto

Na retórica do espaço?

Semelhança… se não há

Ouve o tempo que te ouve à voz

Do que pensas do que falas ao que houve

Parametricamente invisível

Investido de ubiquidade

Ao vento do que passoou

E apenas a sua sombra eu soou

Entre a pergunta e a porta de tudo

À margem de nada

Somente que espera, outra vertigem

Agora promessa

Aonde vou, aonde voou…

Termos do que se espera esquecendo:

 

Porta teu cajado, filho meu

Porque ele não te serve de nada

Deita, outra vez, a mão ao lado

Tens a ideia que te ilumina um quarto escuro

Permanece assim.

 

Aonde vou?

a porta atrás da porta, de emerson do couto b. vieira

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