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Leia aqui um poema de "a voz que rasga a noite", de Diana Meira:

 

súbito tapa lustroso na fronte turva,

o dia entrou como uma minivan sem freio

num poste torto à beira da maré bisonha.

 

respiro na rasura de anos de fumante.

levanto a cortina do olhar languidamente.

não tem a menor pressa de mim, a plateia.

 

decomposta palhaça a me esperar pra sempre.

a imperfeita make fia o honesto riso.

sobre todas nós, paira graça que se oculta.

a voz que rasga a noite, de diana meira

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