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Leia aqui um poema de "a última pedra", de Adriano Bittencourt:

 

A ÚLTIMA PEDRA

 

Tombam os cornos do templo

a guerra foi declarada

tarda a misericórdia

e o profeta emudeceu

 

E que venha a língua feroz

vingar viúva e órfão

pelo sangue

pela cinza

 

A lira ao longe

já se ouve dos muros

cada nota é um golpe

é chegado o triunfo:

 

Nada pelo pão vencido

tudo ao que o peito aspire

que seja essa inscrição

e a última pedra se atire! 

a última pedra, de adriano bittencourt

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