Leia aqui um poema de "antes dos nomes", de Ulisses de Carvalho:
à deriva
há em mim
o que persiste
e o que corrói
sem vestígio
um lado sustenta
nomes, horários
a ilusão de contorno
o outro
desaprende
em surdina
quando coincidem
é por falha
ruído breve
na engrenagem
não há acordo
apenas
esse atrito contínuo
que me mantém
tateio
o que em mim
não se deixa fixar
e é disso
que sou feito.
antes dos nomes, de ulisses de carvalho
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