Leia aqui um poema de "aprendendo a nadar", de Bruna Schittini:
Certeza
Vejo-me de novo indecidida
Entre a clama dos teus olhos e a de minha sanidade.
Vejo-me de novo perdida em toda essa necessidade,
Vejo em seus olhos a escuridão
De toda essa falta de certeza,
Desses seus planos despretensiosos
Em um futuro não pautado na razão.
Vejo em nós a cura da mediocridade,
Mas nos falta vontade
E não tolero a sensação dessa sua indecisão.
Sou certeza, de felicidade certeira e verdadeira.
Odeio-te por não dizer, e por não conseguir ver
Todas as clamas de amor que você mesmo veio a fazer.
Somos felicidade a transbordar
No amor somos perdidos,
Na vida destemidos;
Lado a lado fracos amedrontados
Que não sabem tentar
Nos poupamos do erro, errando em não errar.
aprendendo a nadar, de bruna schittini
Bruna F. Schittini nasceu em Goiânia (GO), em 2005. Desde cedo, foi curiosa em entender o ser.
Começou a escrever ainda muito nova — métricas que chamava de músicas — expressando seus sentimentos e o que acontecia à sua volta. Descobriu-se na escrita de poesias e crônicas durante o ensino médio, período em que viveu, pela primeira vez, a real experiência de ser e se sentir viva. Para Bruna, escrever é algo natural: as palavras correm como água em queda livre. Ela também se encontra em outras formas de arte; fazendo de tudo um pouco, tornou-se monitora terapêutica — durante a faculdade de Psicologia, que cursa atualmente — e trabalha em asilos, clínicas de reabilitação e clínicas psiquiátricas, levando arte e diversão como tratamento da mente. Para Bruna, arte é mais do que algo intenso ou bonito: arte é a cura. A escrita, a cura; o artesanato leva a cura — e espera curar de forma intensa e bonita, assim como a arte que todos veem.
