Leia aqui um poema de "armário a céu aberto: grito ecoado, orgulho escancarado", de Keth Braz:
Quanto de orgulho cabe no teu peito?
Hoje, o meu transborda, mas nem sempre foi desse jeito,
Sentia vergonha da palavra SAPATÃO, não me olhava no espelho,
Reprimia todos meus desejos,
Rezava o terço,
Pedia perdão, libertação de joelhos,
Não segurava a mão de quem amava em público, não exigia respeito,
Me empurraram para dentro do armário, me fizeram sentir medo,
Disseram que o amor que sinto é vergonhoso, arbitrário,
Que o dia do orgulho é desnecessário,
Enquanto alguns lutam pra manter seus privilégios,
Criando o dia do orgulho cis-hétero,
Nós lutamos pra nos mantermos vivos,
Viver, em um país LGBTfóbico, que a cada 23 horas um de nós é assassinado,
É um perigo,
Nossa existência e resistência é um ato político.
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