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Leia aqui um poema de "as mulheres que eu vi", de Jefferson Nery Correia:

 

Toda nudez de Pagu

 

Delírios de “Pagu”!

Com seu olhar mole, que faz doer.

Musa moderna e antropofágica,

Um suspiro, uma carona... e Pagu nua.

No seu carro rápido, um vento morno.

De noite na cama... e o seu deslumbre.

Seus seios sob o céu azul.

Vieste crua,

Sem véus,

Sem medo,

Com olhos como punhais que me atravessam!

Pagu...

Teu nome escorrega pela minha língua.

Nua, sim,

Seus seios, ora estão nus, ora vestem revolução,

Como páginas arrastadas pelas calçadas.

Nua como o verbo antes do dicionário.

A tua nudez e manifesto,

De uma mulher que cospe na cesura.

Pagu nua, não era corpo... era coragem.

Me apaixonei pelo corte da tua ideia,

Teu nu,

Que era político.

E eu?

Sou só mais um advérbio tentando te conquistar.

as mulheres que eu vi, de jefferson nery correia

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