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Leia aqui um poema de "assum preto e a floresta reluzente", de Michel Amorim:

 

Manifesto poético afrofuturista amazônico 

 

O corpo poético futuro 

É carregado de passado 

Foge de um presente atroz 

Reinstaura o seu pretérito no peito

Em futuridade preta

 

Adoecido, luta contra o necro-olhar

Cria dispositivos de salvação e tecnologias telúricas  

Em árdua investigação o seu eu negado por aqueles que lhe diziam jaz. 

Disso ele fez jazz uma noite atrás

 

Em uma espécie de autorredenção

Reinscreve o passado 

Recria um novo corpo pós-humano 

Em uma pós-identidade e

Cria uma atuação num mundo perdido

Ele sabe que uma nova fala advir do devir 

Confabula para si e para os seus

Novas manhãs que cintilam neons vistos da janela da periferia.

assum preto e a floresta reluzente, de michel amorim

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  • Professor. Doutorando em artes (PPGARTES – UFPA). Mestre em Artes (PPGARTES-UFPA).Licenciado em Teatro pela UFPA. Ator formado pela Escola de Teatro Dança da UFPA -2006. Arte Educador. Integrante do PETECA -Performatividades, Teatralidades e Cultura – UFPA, CNPq. Integrante da Cia Lama. É escritor, tendo três livros publicados (2 de poesia e 1 de teatro). Performer e bonequeiro. Já participou de mais de 20 espetáculos como ator, diretor e dramaturgo (com dramaturgia publicada). Participou do programa Catalendas da TV cultura.

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