Leia aqui um poema de "assum preto e a floresta reluzente", de Michel Amorim:
Manifesto poético afrofuturista amazônico
O corpo poético futuro
É carregado de passado
Foge de um presente atroz
Reinstaura o seu pretérito no peito
Em futuridade preta
Adoecido, luta contra o necro-olhar
Cria dispositivos de salvação e tecnologias telúricas
Em árdua investigação o seu eu negado por aqueles que lhe diziam jaz.
Disso ele fez jazz uma noite atrás
Em uma espécie de autorredenção
Reinscreve o passado
Recria um novo corpo pós-humano
Em uma pós-identidade e
Cria uma atuação num mundo perdido
Ele sabe que uma nova fala advir do devir
Confabula para si e para os seus
Novas manhãs que cintilam neons vistos da janela da periferia.
assum preto e a floresta reluzente, de michel amorim
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