Leia aqui um poema de "bem como essas cabras, bem como essas ovelhas", de Rhudá:
1. MOMENTO-MONUMENTO: O EU-AMOR EXPIATÓRIO
Não me domestiques, eu não sou estima, mui menos estimação
Nunca me governes, pois não sou ar de quem sente presunção Não cale minha boca com teus beijos em cuspes de difamação Não fale comigo se chuva cair nessa tua mata em carne-unção
Não tires minha roupa, pois eu já me cortei demais Literalmente também em lógicos amores tão iguais
Não sou dominante e não quero ser como os sinais
Fechados para minhas carroças do peito, latas tais
Não penetres em mim sem a proteção dos deuses
Não jures o mundo as minhas expiatórias gêneses
Não faça do ciúme todo o cume, parentes corteses
Não me traias com mil injúrias ou nomes rudezes
Não diga nada em nome do nunca, pois será totalmente vão
O não nunca totalmente vão, é quem contraria tal separação
E caso pense em meu corpo sem aspereza à suma coligação Venha até mim, como a louca madre sol que reina em ação
E desfaça todo os meus momentos de rigor pela disjunção
Acendendo toda luz batendo os seixos dessa nossa pulsão Que bate o queixo-firme dessa toda firma de ação, reação
E enxuga o suor que sai das vistas nas toalhas do sermão
Beco-sujo, Miramar, Parahyba.
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R$ 45,00Preço
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