Leia aqui um poema de "borborigmos", de Diogo Amorim:
carnaval / 2025
entre o hedonismo e a FOMO
a alegria e a exaustão o suor e a cerveja
sob a quente umidade dos céus
meus estilhaços eram mistura de grãos de sal com purpurina
o azul governa soberano
o horizonte
distante e perto
o carnaval é o desejo das eras
amalgamadas
carnaval, monumento aos vivos um peixe abissal
emerge na Guanabara
se eu pudesse não ser um eu seria o mundo inteiro se eu tivesse que ser eu eu seria todos nós
Bésame Mucho, Sereias da Zona do Mangue
em Fogo e Paixão
Não-Monogamia é Gostoso Demais
foi carnaval e
como eu fui feliz, fiz tudo que o diabo quis fiz tudo que o Di- ogo gosta
tenho um coração
que se amarra à maresia e muito facilmente
a rapazes de São Paulo
a vida presta
porque os dias se iluminam nessas alegrias
na medida em que um dia como sabem
todos nós vamos morrer.
