top of page

Leia aqui um poema de "o frio das minhas cinzas", de Aracê e Maratus:

 

LARGADA NO CHÃO

 

Escalava

A parede áspera

E não sentia.

Imune…

A lagarta.

 

As formigas

Em furacão

Voavam,

Coitadas,

Caíam como nada

E explodiam

No chão

E ventava…

A aranha

Tão formosa

Caiu e ali

Deixou de ser.

O verde…

O líquido

Esparramado.

Lá em cima

Já na parede

O pequeno ser

Frágil por ora…

A lagarta

Que não se

Mostrava,

Escondida…

A beleza

Refletia

Só lá dentro

Em seu peito,

Encapsulada.

 

O colorido

Vivo

Irradiava

No teto

O pequeno casulo…

Formoso,

Balançava

Até que caiu

E no chão

Rompeu-se

E lá estava

Largada

No chão

Ali mesmo

O que foi…

Largada

Lagarta.

o frio das minhas cinzas, de aracê e maratus

R$ 45,00Preço
Quantidade
bottom of page