Leia aqui um poema de "o frio das minhas cinzas", de Aracê e Maratus:
LARGADA NO CHÃO
Escalava
A parede áspera
E não sentia.
Imune…
A lagarta.
As formigas
Em furacão
Voavam,
Coitadas,
Caíam como nada
E explodiam
No chão
E ventava…
A aranha
Tão formosa
Caiu e ali
Deixou de ser.
O verde…
O líquido
Esparramado.
Lá em cima
Já na parede
O pequeno ser
Frágil por ora…
A lagarta
Que não se
Mostrava,
Escondida…
A beleza
Refletia
Só lá dentro
Em seu peito,
Encapsulada.
O colorido
Vivo
Irradiava
No teto
O pequeno casulo…
Formoso,
Balançava
Até que caiu
E no chão
Rompeu-se
E lá estava
Largada
No chão
Ali mesmo
O que foi…
Largada
Lagarta.
o frio das minhas cinzas, de aracê e maratus
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