Leia aqui um trecho de "carrancas verdes", de Matheus Bandeira Viana:
O portão ficava logo a frente, mas não era para lá que Ipe a levava, com o triplo do tamanho de Ipê, o pau-brasil inconsciente se fincava na beira do laguinho, seu tronco retorcido e sua seiva cor de brasa, uma relíquia dos tempos em que os Ybiras viviam sozinhos ali, antes do nascimento dos Zhous, Iaras e Cucas.
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Matheus Bandeira nasceu na capital do Rio de Janeiro, em 2001. Ambientalista e historiador pela graduação técnica e universitária da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.
Encontrou no ler e o escrever uma forma de contribuir para as causas que acredita, como a luta ambiental e a descolonização da cultura brasileira, a partir da sua promoção e crítica aos valores individualistas do Ocidente.
Publica anualmente na coletânea de poesia e prosa do Colégio Técnico da UFRRJ, no projeto 'Raízes literárias' e assina a saga 'Crônicas dos Mundos', a qual 'Carrancas Verdes' é o primeiro volume de cinco.
Na sua escrita busca misturar os temas políticos aos individuais, colocando-os em pé de igualdade frente aos problemas que seus personagens enfrentam, tais quais gênero, família, trabalho e sexualidade, mostrando a potência da literatura brasileira no cotidiano do cidadão mais erudito ao mais comum.
