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Leia aqui um poema de "coisas que derretem do meu peito", de Dayse Neto:

 

É tão clichê
Mas eu sinto falta de ser aquela
que eu era junto com ele
Divertida, leve, meio doidinha

 

Uma pluma 
fazendo cócegas
mas deixando ser 
levada pela brisa

 

Mudando, eu abro mão
Deixo escorrer pelos dedos
coisas que não me tem valia
Mas eu escoo um pouco também

 

Não quero perder tudo o que eu era
aquela é parte do que sou
Mas quero me centrar
voltar a mim

 

Abro a mão e deixo escorrer pelos dedos
coisas que derretem do meu peito
o que fica sou eu
mas o que vai, também

coisas que derretem do meu peito, de dayse neto

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  • Psicóloga e escritora florianopolitana, Dayse Neto guarda dentro de si, com muito cuidado, histórias afetivas que a atravessaram ao longo da vida. Tem uma caixinha cheia delas, muito bem guardadas: algumas foram ouvidas de seu avô, de sua mãe, de seus consulentes e até das pessoas da outra mesa na praça de alimentação; outras foram vividas por ela. Colhe dessas memórias, suas emoções e pensamentos, traduzindo-os em palavras, que no movimento dos afetos, vão se juntando, formando frases, estrofes e poemas inteiros, até que tudo se acomode. Recorre às crônicas ou aos contos quando precisa ir, num movimento contrário, deliberadamente em busca das palavras para organizar sentimentos, pensamentos e lembranças.  Possui alguns escritos publicados em antologias e revistas e lança seu primeiro livro.

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