Leia aqui um poema de "cortante", de Márcio Jorge:
POR ACASO
Anunciei o dia
quando o acaso ordenou
que o bocejo
virasse canto
que o altar
perdesse o santo
e a boca
tocasse o fagote
Anunciei o dia
quando o acaso ordenou
que a vida
fosse urgente
que a festa
começasse de repente
e o fim
chegasse amanhã,
sem alarde
cortante, de márcio jorge
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