top of page

Leia aqui um poema de "e sopro, e cato, e guardo o vento", de Mário Márcio de Quadros:

 

Do joá-bravo e do formigueiro

 

numa tarde de tanajuras e sol brejeiro, cigarras zunem seus chiados, entre tocos de ipê, pés de manga, laranja, abacate e limão-rosa. formigas quenquéns trilham, enfileiradas e agressivas, o chão bruto do quintal, invadindo esterqueira, joá-bravo, galinheiro, gravetos, curral, silo e plantações. enquanto isso, debaixo da quaresmeira, um homem roçando o pasto, vasculha o trabalho miúdo, atrevido e teimoso de ervas daninhas e insetos. por mais que faça, na lida incansável da roça, dia a dia, mês a mês, ano inteiro, o roceiro não consegue dar cabo do joá-bravo e do formigueiro.

 

e sopro, e cato, e guardo o vento, de mário márcio de quadros

R$ 45,00Preço
Quantidade
bottom of page