Leia aqui um poema de "ecos da mente", de Giovane Santos:
Incandescente escuridão
Nessa incandescente escuridão,
Com tudo que permeia o coração,
O brilho da eternidade seria a salvação?
Dias, meses, anos, ciclos infinitos,
Horas incontáveis de sacrifícios.
Os mares vermelhos se tornam prescritos.
Um chinelo, um tênis, um sapato, percalços,
Movimentos, avanços, descansos, exaustos.
Desmistifique e desamarre os cadarços.
Batalhas, lutas e guerras internas.
Não ande, corra rápido como as feras.
A roda gira, mais rápido do que desejas.
O dia, à noite, a imensidão,
O verão, o inverno, a vastidão.
Viver não deve ser em vão.
A mãe, o filho, o irmão,
O pai, a avó, o pulsar do coração.
O avô, a tia, a criação.
O mar, a calmaria, o furacão,
A pesca, o peixe, a tribulação.
A adrenalina, a serotonina, a perfeição.
O desconhecido, o medo, a indecisão,
A causa, o causador, a frustração.
O leite, o café, a refeição.
O amigo, o inimigo, a percepção,
O trabalho, o dinheiro, a solução.
A cruz, a espada, a oração.
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