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Leia aqui um poema de "encruzilhadas", de Fabiana Rocha:

 

Um tempo de sombras

Curva meu corpo.

Sopra o osso do umbigo,

Lençóis recobrem o silêncio.

 

Lenta, no canto da boca, a cova cava,

cântico nagô destemido.

No ritmo do nada

Navega o escuro.

 

Mulheres se erguem

Irrompem o verbo,

A palavra bendita, voa. 

Maldita, soa.

Navalha de corte afiado

Afina o grito.

Ouço a palavra correndo na boca.

Boca cala o abismo.

SILÊNCIO FALA.

encruzilhadas, de fabiana rocha

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