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Leia aqui um poema de "espaço reservado para escritor amador", de Catarina de Oliveira:

 

Saudades

 

Ah! Que saudades

daquele tempo

em que eu dizia:

— Não tenho tempo!

E agora com tanto tempo

O relógio anda, a vida voa,

nos invade e nos povoa

E mesmo assim

nos falta tempo.

Mas enquanto houver

ar para respirar

Tempo ainda há!

O ponteiro faz seu corre

E pelas mãos

Cada segundo escorre

Um dia teremos de novo

aquele tempo

em que não iremos sufocar

Os rostos serão descobertos

E sem medo de asfixiar

Estaremos paulatinamente mais pertos.

 

 

espaço reservado para escritor amador, de catarina de oliveira

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