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Leia aqui um poema de "eu-meio às palavras", de Rafael Agostini:

 

O barão de Cerro Azul

 

Em Margarida do Zé Velho se diz:

“somo tudo vizinho,

Criado como irmão.”

E a última voz dizia:

-Uma Cantiga de amigo

ao barão,

Por que tudo o quanto oro morre

Nem reza braba que faz tudo virar tronco invisível, resolve.

Faz dias, que dizia que não é de feitio mole,

mas, dueceu,

e subiu.

“Segue o rio das pedra,

o rio que desce à enfermaria,

visita as margens do rio d’ouro

olhando pro chão do zig zag,

Do azorrague,

Catando contas e Cordão do frade.

quantas vezes soma, à fonte remonta.

Trabalho de vida, dita dura.

E morre aos oito dias

Da sonhada aposentadoria.

eu-meio às palavras, de rafael agostini

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