Leia aqui um trecho de "fig wasp: musas", de L. Baldo:
Só olhe em meus olhos e me diga o que existe dentro de mim. Que você não sente o cheiro da tristeza e que não observa as cicatrizes. Que você não observa o choro e nem mesmo o ronco. Entre em mim e diga que existe vida dentro de meus ossos. Isso era tudo que eu sempre pedi, para cada um deles. O olhar além do toque, a fala além do desejo, o amor acima de tudo— com a esperança de que eu nunca vou os ver de novo.
fig wasp: musas, de l. baldo
Nascida no coração da metrópole paulista, Luiza Baldo, escritora e tradutora, explora os cantos boêmios da cidade com uma enorme paixão pela arte e o caos que mora na cidade. Tendo o movimento inusitado e constante do corpo como sua maior musa. Abre feridas, abraça a nostalgia e o amor entre suas linhas. Entre galopes contra o vento, nos invernos eternos no interior de São Paulo, e as correrias subterrâneas entre estações de trem aprendeu a amar e a sentir fome do amanhã. Escrevendo sobre as delicadezas e sobre a rispidez do silêncio