Leia aqui um poema de "horas natimortas", de Lara R. S. Mattos:
Poço sem fundo
Sonho, mundo, fundo, moribundo...
Me arrasto pelas ruas e pela vida.
Metade a sonhar, sem valer o dia.
Metade a brincar, como a criança perdida.
Procuro uma razão e não a encontro.
Todo dia apenas bato o mesmo ponto,
Lutando para não dormir
E repetir o dia.
Fico acordada. Existindo.
Cadáver com olhos abertos,
Lúcida demais para enlouquecer
Cética demais para me apaixonar.
Só me resta cantar para esquecer de lembrar
Que paro eu
Mas continua o mundo.
horas natimortas, de lara r. s. mattos
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