Leia aqui um trecho de "jirau de poesias ii: navegando em águas ancestrais", de Rosivaldo Moreira:
ÁGUAS ANCESTRAIS
Igapós, terras molhadas e submersas de encantos,
Onde os rios e florestas se encontram e misturam.
Em poderosas influências de ácidos e ricos afluentes,
Líquidas chamas turvas de fogo-fátuo, de fato iluminadas.
Sagrados igarapés, como veias de vida, pulsam caóticas,
No ritmo afogado das densas e misteriosas florestas.
Seres aquáticos, sentinelas iluminadas da natureza,
Vigiam, noturnos, segredo míticos imaginários da selva.
Terras férteis alagadas que nascem onde o sol se põe,
E as estrelas surgem, como diamantes brilhantes no céu.
Carregadas na noite em mantos xamânicos e coloridos,
Que envolvem profundas vivências divinas e ancestrais.
jirau de poesias ii: navegando em águas ancestrais, de rosivaldo moreira
Nasci em Manaus (AM), em 1972, e vivi parte da infância no interior de Borba, às margens dos rios amazônicos, em contato com a floresta, os saberes ribeirinhos e as narrativas da tradição oral. Sou licenciado em História, especialista em Mídias na Educação pela Universidade Federal do Amazonas e atuo como professor, formador e pesquisador. Autor de Jirau de Poesias: entre rios e ritos amazônicos, também participo de diversas antologias. Minha poesia nasce das águas, da memória e da ancestralidade da Amazônia.