Leia aqui um poema de "limiar", de Alexandre Xavier:
arquitetura da permanência
na cintilância dos ossos que me sustentam,
segredos fincam raízes
como pedras que guardam o calor dos dias de sol.
testemunho bailarinas-origamis
flutuarem sobre o piso que range,
na arquitetura da permanência,
como sussurros sagrados de mantras antigos.
rostos emoldurados vigilam das paredes
os que transitam em meu lúmen
e contemplam a perpétua paisagem
emoldurada pela janela.
sou puro eco — um organismo ancestral
feito de éter,
imune ao tempo
que não destrói,
apenas veste.
camada sobre camada.
espessa tez das eras de outrora.
albergue das vozes dos séculos,
preservada nos vestígios dos habitantes.
inquebrantável,
ventre de tempestades familiares,
forjada em aço e lembranças.
sou a história que se recusa a ruir.
top of page
R$ 50,00Preço
bottom of page
