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Leia aqui um poema de "matéria do quase: corpo, linguagem e permanência", de Amanda Corvell:

 

A VIDA SECRETA DE UMA MAÇÃ NA FRUTEIRA

 

Aprendi a medir movimentos. Um passo a mais custa caro. Um a menos, também.

O corpo calcula antes de agir. Não é cautela. É sobrevivência aplicada.

Onde outros desperdiçam, eu invisto precisão.

Não há sobra. Só o essencial permanece.

matéria do quase: corpo, linguagem e permanência, de amanda corvell

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