Leia aqui um trecho de "nada de novo", de Sadraque Regis:
"Este livro é dedicado à memória do primeiro contador de histórias, e a quem primeiro recontou seu conto, aumentando um ponto".
“Cruz credo, morda essa língua, homem, que isso é tentação blasfema. Pois esse modo de se contar história foi inaugurado no Livro Santo [...] É literatura das mais modernas, e seus escritores partiam do pressuposto de que a gente não teria nada mais importante a fazer neste mundo do que montar seus livros.”
“Principalmente, o sertão é o espelho em que nossas almas, todos os dias, se maquiam”.
nada de novo, de sadraque regis
Sou pernambucano de Garanhuns, mas há 15 anos estou radicado no Recife, onde trabalho como servidor público. Minha família, pelo lado materno, conta que somos parentes distantes do tenente Bezerra, o mesmo que comandou a volante que matou Lampião e seu bando em Angicos. Essa descendência, no entanto, nunca foi devidamente comprovada. Curiosamente, o tenente Bezerra morreu justamente na minha cidade natal, Garanhuns, o que sempre alimentou as histórias que ouvi desde criança.
