Leia aqui um poema de "nenhuma ilha", de Fel Barros:
BANHO DE SAL O medo do domingo permanece Soam sinos para alertar A passagem da paz No país da mentira A Terra grita o nome do imperador O rapaz de touca vermelha Mergulha por janelas infinitas Do outro lado procuro o razoável Disfarce para a melancolia Perco-me no marasmo dos sentimentos Acalentar animais aprisionados Para dar passagem ao amor Uma tarde de domingo Recordo aos 30 anos Todas as 338 vezes que fui jogado No muro das paixões O portão da escola e a calçada vazia Dizem que o tal amor nos salvará Espero na minha varanda Já é noite e o domingo escorre Sempre amanhece 21
nenhuma ilha, de fel barros
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