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Leia aqui um poema de "nós que somos terra", de Alana Nunes:

 

A TERRA NÃO SE PERDE DE SI MESMA  

A terra não se perde de si mesma. Caso se perca tudo o mais se perde.

Quando a face da vida se abre o sol não tenta entender, a lua não é impaciente.

As palavras são miseráveis e o sol produz sombra também.

 

A terra não se perde de si mesma pois sabe uma pena desperdiçar o erro sem aprendizado ou diversão.  

Da sua tristeza surgiram as cores do entardecer, a mística das gaivotas, o despeito dos martírios.  

A verdade possui alma própria A resposta morre sem amor.  

Se a terra se perdesse ou minimamente duvidasse seria como a cruz de grandeza exausta e salvadora ou como o tempo cujas dobras impedem de se por junto ao sol.  

Todo essencial é mínimo e há sempre um essencial à espreita oferecendo a justa medida do que é e do que não é. O que importa deixa de ser pois entra na razão das importâncias abrindo espaço para perdições e tudo mais que, por não ser, se almeja

nós que somos terra, de alana nunes

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