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Leia aqui um poema de "o baile da alienação", de Tchello Melo:

 

O Baile Da Alienação

 

O ser humano sempre

Está com disposição

De negar o que não entende

A sociedade moderna esquece

 

Que o mundo não pertence

A uma única geração

O meu desejo é que pudesse

Aniquilar todos os pensamentos

 

Que são potentes venenos

Ao meu êxito, velho texto,

Mas obtenho um tipo de satisfação

Sendo indulgente com o que penso

 

Eu não quero dançar

Antes nem depois da canção

Apenas danço enquanto durar

O baile da alienação

 

 

 

Quem se conhece

Ingressa no universo

Dos deuses, uma espécie

Em extinção aos néscios

 

Eu não danço na prévia

Nem no enterro dos ossos

Só danço durante a festa

Quando não sou feto nem fóssil.

o baile da alienação, de tchello melo

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  • Nascido em Niterói/RJ, em 1979, Marcello Moreira Melo, mais conhecido como Tchello Melo, começou a versejar em 1992, mas só em 2007 criou um blog de poesias, intitulado “Pô, é Zia!”.

    Lançou seu primeiro livro, “Mesmo a Esmo”, em 2012, pela extinta Navilouca Livros.

    O poeta participou dos saraus da “Picareta Cultural” em 2008, 2012 e 2022, durante a FLIP, em Paraty/RJ.

    Tchello recebeu menção honrosa do Júri Técnico da Mostra Cultural “Olhares Sobre o Patrimônio Fluminense 2022”.

    O poeta fluminense também fez parte da Antologia “Livro Branco – Autores Contemporâneos”, publicada em 2025 pela Editora Apena.
    Inclusive, tem 4 poesias autorais na 4ª edição da revista Artes do Multiverso.

    “Vestígios de Niterói”, poesia de sua autoria, foi selecionada em 1º lugar pelo Júri Técnico na 14ª Semana Fluminense do Patrimônio 2025.

    O seu poema “Espíritos” consta na 55ª edição da Revista LiteraLivre.

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