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Leia aqui um trecho de "o presidente do morro", de Thales Huebra:

 

Aos dez anos, Lucas já sabia mais sobre sobrevivência do que muitos homens feitos. Sabia, por exemplo, que a polícia não subia o morro para proteger ninguém. Sabia também que, quando o barulho de moto acelerada ecoava, era hora de entrar em casa e fechar a cortina.

o presidente do morro, de thales huebra

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  • Thales Huebra é ator, produtor, roteirista e autor brasileiro, com trajetória consolidada no teatro, no audiovisual e na literatura. Sua atuação artística é marcada pelo interesse em narrativas urbanas, conflitos sociais e pela investigação profunda da psique humana, construindo obras que transitam entre a cena, a palavra e a imagem com linguagem crítica e contemporânea. No teatro, desenvolve projetos autorais e adaptações que dialogam com grandes referências da dramaturgia, como Anton Tchekhov e Henrik Ibsen, aproximando clássicos da realidade brasileira e propondo encenações centradas na ação física, na potência do ator e na ocupação expressiva do espaço cênico. Como produtor, estrutura e lidera projetos artísticos de relevância cultural, articulando criação, gestão e pensamento estratégico. No audiovisual, dedica-se ao desenvolvimento de séries e roteiros originais voltados ao suspense, ao thriller investigativo e aos dramas urbanos, com especial atenção às tensões políticas e sociais do Rio de Janeiro. Seus projetos exploram as zonas de conflito entre poder, moralidade e sobrevivência, sempre ancorados em personagens complexos e ambíguos. Na literatura, é autor de O Presidente do Morro, romance que mergulha nas intricadas relações de poder, identidade e pertencimento nas periferias brasileiras, revelando personagens atravessados por disputas simbólicas e estruturais. Com escrita direta e atmosférica, Huebra constrói uma narrativa que expõe as camadas invisíveis da violência social e os mecanismos íntimos que moldam escolhas e destinos. Seu trabalho é atravessado por uma pergunta constante: como as estruturas sociais moldam o indivíduo — e como o indivíduo, em ruptura, pode tensionar essas mesmas estruturas? Essa inquietação sustenta uma produção artística que busca provocar reflexão, gerar debate e ampliar o olhar sobre o Brasil contemporâneo.

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