Leia aqui um trecho de "o santo queijo de alcabriça", de Tácio Andrade:
— Isto sim é queijo, ó pá! Faz até francês chorar de inveja e espanhol roer as unhas! E eu sei… porque já vi um Roquefort andar!
Ela repetiu sua famosa frase.
O queijo foi cortado com um canivete que o Padre Mimoso trazia sempre escondido na batina, junto com a chave da adega da sacristia.
o santo queijo de alcabriça, de tácio andrade
Tácio Andrade (29) escreve ficção de atmosfera, onde o humor e o estranhamento caminham lado a lado e o cotidiano se abre em fendas discretas. Seu trabalho privilegia voz, ritmo e imaginação de mundo, explorando o limite entre o sagrado e o profano, o folclore e a realidade, a crença e o desejo.
Publicou poemas como “Ode à Resistência Feminina” e desenvolve o manuscrito “Um Conto na Estrada”.
Em “O Santo Queijo de Alcabriça”, ambientado em Portugal, investe numa narrativa de personalidade forte, com personagens marcantes e uma tensão crescente construída mais por atmosfera do que por explicações.
