Leia aqui um poema de "onde a água faz a curva", de Matheus dos Anjos:
kirimurê
em linhas gerais
esta cidade nunca foi reta
a menor distância entre dois pontos
é sempre cortar caminho pela federação
curvas de ladeiras e buracos
tombados como patrimônio cultural
a sua forma alongada
aquele espaço aberto onde
a terra fagocita o mar:
o côncavo onde a água sempre faz a curva
quando pequeno
nos livros dos estudos
dizia parecer um parêntese aberto
tomando o papel de explicar tudo
e o parêntese fechado
na ponta
do continente ao lado –
tudo que começa num parêntese
termina em história
este nosso fardo
onde a água faz a curva, de matheus dos anjos
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