Leia aqui um trecho de "onde o medo dorme", de Karoline Cruz Santos:
Escrevemos o que conhecemos
Eu escrevo saudade, ódio, rancor, culpa, arrependimento, solidão.
Tu escreves amor, felicidade, epifania, utopia, conexão e saudade…
Será que há possibilidade de nos conectarmos apenas pela saudade?
Saudade do que já fui, do que sou, do que venho a ser, da possibilidade iminente de mudança, saudades suas.
Do que costumavas ser, não do que és e provavelmente não sentirei mais saudades do que pretendes te tornar, gostaria de cortar o mal pela raiz.
Com tormento suficiente para me causar danos irreversíveis mais uma vez.
Mas sigo no looping do seu olhar, toque e cheiro.
Um dia me libertarei e ficarei despedaçada, porém livre.
onde o medo dorme, de karoline cruz santos
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