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Leia aqui um poema de "ordinária tragédia da carne", de Matheus do Espírito Santo:

 

Nietzsche vai à Síria

 

Eu sou um trem desgovernado

partindo de lugar nenhum

com destino ao centro miscigenado

de um refugiado que se nega à cura.

 

Mistura interna de um Cazuza

que dispensa o analista

com um adolescente imaturo

que age de má-fé.

 

Há um caminho tortuoso ao centro

vazio, triste e desamparado.

Idiota cavalgando em seu burro alado

rumo ao que se é.

 

Não há fuga para um

refugiado clandestino se não

o encontro consigo mesmo.

É preciso tornar-se um destino.

ordinária tragédia da carne, de matheus do espírito santo

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