Leia aqui um trecho de "palavras necessárias de dores desnecessárias", de Ana Luz:
Nem sempre é sobre o ar
O ar consegue te tocar sem você o ver, acaricia o seu rosto e depois parte a procura de outro coração para cativar. Às vezes, o ar é repreendido, mas será mesmo que ele está errado? Vive vagando por aí, esbarrando em tudo e todos, sem ficar em nenhum lugar. Tenho pena do ar, tão puro e ainda assim, sem morada.
Sinto a raiva que ele carrega em seu furacão, a tristeza que esconde na neblina. Tão miserável, o ar: alimenta multidões, mas nunca conhece o sabor do próprio alívio. Percorre por todos os lugares, mas não tem para onde voltar.
palavras necessárias de dores desnecessárias, de ana luz
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