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Leia aqui um poema de "pequenos abandonos", de Carol Almeida:

 

AO SILÊNCIO

 

silêncio.

quero ouvir sua voz

ecoando 

pela escuridão da parede

do meu quarto de lembranças

o fuscadas pelo tempo.

 

há uma paz inquieta

em qualquer canto:

quase posso vê-la.

é como uma sombra amiga,

que ora me faz sorrir,

ora acompanha meu pranto.

 

poesia em cada nota

de uma voz que não fala

– e nem cala.

só ouve

– e consola.

gosto desta paz, desta voz.

 

o meu silêncio.

pequenos abandonos, de carol almeida

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