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Leia aqui um trecho de "poéticas da dor: o sofrimento mental nu e cru", de Bárbara Rigamonte:

 

Desperto o dia em agonia,

Avassaladora sensação.

Pensamentos ruminantes.

Há dias que o gosto pela morte diminui, 

Em outros, permanece

Uma presença obscura 

Que rouba a alegria do olhar.

Ainda que haja qualquer sinal de melhora

Continuo assombrada pela lembrança 

De um vazio que nunca vai embora.

poéticas da dor: o sofrimento mental nu e cru, de bárbara rigamonte

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