Leia aqui um poema de "poemas incuráveis", de Aloma Twai:
A decadência com que o homem rasteia
Expondo todos os seus ossos
E sentimentos e traumas irrisórios
A carga pesada com que enfrenta
Todos os obstáculos intransponíveis
Queimando como uma vela prestes a acabar
Chama pequena, ignóbil e insuficiente
Que ilumina apenas a insanidade
Os transtornos inerentes e engastados
Somos todos pó, batido e calcado
De estrelas, cometas e corpos celestes
Há muito mortos e findadosVivendo uma vida com tempo limitado
Onde a única opção
É ser castigado e julgado
Por deuses que sequer existem
E nem mesmo olham para baixo
Onde suas preces não são ouvidas
E seus pecados sentenciados e demonizados
E seus gritos são pura dor e desvairo
Envaidecidos, fátuos, problemáticos
Aspiramos viver para sempre
Nem que seja rastejando por um buraco
Não somos perpétuos
Muito menos notáveis ou necessários
Somos ínfimos, pequenos, desimportantes e obliterados.
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