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Leia aqui um trecho de "profana tragédia", de Carol Brasilina:

 

A madrugada estava em seu auge quando um grupo de sete amigos saiu de um bar. Estavam todos extremamente bêbados, e o mais controlado deles, Luigi, foi quem pagou a conta. O barman olhava-o com estranheza, tentando ver o que havia debaixo do capuz do homem. Ele realmente escondia a sua aparência das pessoas, afinal, nenhum dos sete amigos conseguiria entrar no bar, se todos vissem que eles eram demônios.

 

Ao entrarem na rua deserta, os sete retiraram os capuzes, deixando seus chifres sentirem a brisa da madrugada. Eles continuavam fazendo piadas e brincadeiras. Estavam a caminho da Ilha da Queimada Grande, uma ilha infestada de cobras e com uma torre em seu centro, torre essa que era o local do portal para o inferno. Para ir do continente para a ilha, os sete andaram sobre a água, admirando de uma forma exagerada por causa da bebida a beleza de todo aquele mar— e caçoando do Augustinho, que quase não dava para ser visto no escuro da noite.

 

Enquanto se divertiam, feixes de luz vieram na direção deles. Luigi não conseguiu perceber direito o que aconteceu. Somente as luzes e os gritos agonizantes. Luigi acabou desmaiando e afundando na água.

 

Ele acordou na cama do seu quarto. Seu pai fazia massagem cardíaca, para que Luigi tossisse toda a água que havia engolido. Tirando os feixes e gritos, ele não se lembrava de nada da noite passada. Estava muito machucado e tonto. O pai explicou-lhe com toda a calma o que aconteceu. Dez anjos haviam pego-os numa emboscada e mataram todos os amigos de Luigi. Ele ficou em choque, olhando para o teto sem conseguir piscar. Lágrimas vermelhas se formavam em seus olhos. Aquilo não podia ter acontecido. Como foi acontecer?! Seu pai apertou forte a sua mão, tentando consolar o filho, que chorava como nunca um demônio chorou antes.

profana tragédia, de carol brasilina

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  • Carol Brasilina nasceu em 2005 na cidade de Mogi das Cruzes, em São Paulo; mas já morou em diversos lugares como Sorocaba (SP), Piracicaba (SP), Rondonópolis (MT) e Dourados (MS). Além de já ter viajado para diversos lugares do Brasil no Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Sul; e também para países vizinhos como Paraguai e Bolívia. Atualmente está cursando Produção Cultural na Fatec São Paulo. Já trabalhou como produtora aprendiz na Oktoberfest 2024 e fez staff como mestre de cerimônias na Primeira Jornada Cultura em Pauta, realizada pelo curso da Fatec.

    Lia desde que era muito pequena, e sempre foi apaixonada pelo mundo literário. Passou a vida inteira inventando estórias. Começou a escrever de fato na escola, nas aulas de português e redação da terceira série. E desde que descobriu a beleza contida nas palavras, nunca mais parou. Sempre lendo e escrevendo muito, acabou por se apaixonar pela cultura brasileira, e pretende explorá-la ao máximo em suas narrativas. Ela quer mostrar para os brasileiros o poder que a literatura tem e ao mundo do que o Brasil é capaz de fazer. Sempre com a cabeça no mundo da Lua, ela acredita que amar o próprio país não é sinônimo de ser reacionário, pois quem ama algo, cuida deste com carinho e responsabilidade.

    Ingressou definitivamente no mercado literário pelo projeto Mentes Errantes, com sua seleção para a antologia “O Sol e Outras Estrelas” em conjunto com “A Lua e Outros Astros”. E desde então já foi aceita para os livros “Olympus”, “DarkLove”, “Cont; Nue”, “Sussurros Noturnos”, “Volátil”, “Ruptura”, “O Relógio do Juízo Final”, e a trilogia “Vincent Van Gogh”, todos da Editora Perpétuo. E também está se esforçando para lançar seu primeiro livro solo, e quer continuar indo muito além.

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