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Leia aqui um poema de "pseudomoça", de Luiza Trotta:

 

toda poesia

é zombaria da cidade

em vermelho-vivo peirceano

uma luz que transfigura o ritmo

enfeitiçar                    reificar

(um-dois-três-um…)

nada é impenetrável

é preciso atentar às cores do semáforo

no caso de um carro buzinar um verso

e atravessar as paralelas de pedestre

campos elíseos

com mais sombras que qualquer homem

em casas onde moram

todas as almas do caronte

pseudomoça, de luiza trotta

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