Leia aqui um poema de "pseudomoça", de Luiza Trotta:
toda poesia
é zombaria da cidade
em vermelho-vivo peirceano
uma luz que transfigura o ritmo
enfeitiçar reificar
(um-dois-três-um…)
nada é impenetrável
é preciso atentar às cores do semáforo
no caso de um carro buzinar um verso
e atravessar as paralelas de pedestre
campos elíseos
com mais sombras que qualquer homem
em casas onde moram
todas as almas do caronte
pseudomoça, de luiza trotta
Luiza Trotta nasceu em 2006 em Curitiba, cidade em que vive até hoje. Gosta de escrever desde criança e teve o seu primeiro livro de poemas publicado aos catorze anos, pela editora Chiado Books. Atualmente, é graduanda em Letras Português e Latim na Universidade Federal do Paraná, onde tem se dedicado, sobretudo, à tradução e ao estudo dos clássicos da Antiguidade.


