Leia aqui um poema de "púrpura pérfida", de Helena Valmont:
Alergia à pimenta
Com fundo doce, como compota de cereja
Quem a fez, pensou em bicos de pimenta
Não há água que sacie a sede
Nem que tire o queimar da língua
Silhueta que aparece em sombra
Atrás da minha porta
Um fantasma que conversa sem resposta
Se estou delirando, deixe-me no delírio
Se na loucura posso te ter, não me tire de lá
Vens até mim e não dizes mais nada
púrpura pérfida, de helena valmont
Helena Valmont nasceu em março de 2005, em Aracaju, Sergipe. Viveu toda a sua vida até o momento em Itabaiana, cidade profundamente enraizada em uma cultura patriarcal, onde a violência, simbólica, estrutural e física muitas vezes marcam as tônicas dos relacionamentos. É estudante de Letras da Universidade Federal de Sergipe e é escritora no segmento lírico voltados para temáticas psicológicas, educativas e de gênero. Seus primeiros poemas foram publicados pela revista francesa "Approches Coopératives " no ano de 2025, com poemas traduzidos para o francês e o inglês.
