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Leia aqui um poema de "rabo de sonho", de Cris Cobra:

 

SONETO N°1

 

Triste e sozinha uma lua rubrica 

Algumas linhas da estranha poesia

Proliferando qualquer euforia

Qualquer vadia que o mundo fabrica

 

Triste e sozinha ela chora e suplica 

Pelo infortúnio de ter tão presente

como destino e tão velho cliente

Outro centavo que o verso publica

 

Linda é a dama da noite e em seu seio 

dormem prazeres infames que creio

estarem perdidos há eras e eras

 

Longe, bem longe há um homem que implora

Seu coração solitário, abatido

Que mal passado e frio ela devora

rabo de sonho, de cris cobra

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  • Cris Cobra  é poeta, roteirista, letrista e compositor.  Inundado de sonhança simplesmente escreve.Enquanto roteirista escreveu para diversos artistas e produções culturais entre elas o podcast de audiodramas “O bardo”. 

    Enquanto compositor e letrista escreveu músicas para montagens teatrais como o espetáculo Dona Julia além de mais de 60 composicões gravadas por diversos artistas.

    “Rabo de sonho” entra em cena enquanto poeta tendo sua primeira obra publicada agora pela M.inimalismos. Uma jornada poética, avessa, blasfema e acima de tudo onírica onde o amor, o desejo, a solidão e a busca por sentido se entrelaçam em versos e metaversos que são ao mesmo tempo pessoais e universais. É um convite a se perder no labirinto das palavras, na alma do poeta e em sua relação entre o eu e o mundo.

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