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Leia aqui um poema de "silêncio poético", de Helder Júnior:

 

Silêncio poético

 

Lembranças...

Da janela do quarto

[Minúsculo o mundo roda.

Ao som Terno toca.

E do amor guardei um poema.

A voz fina corre e diz:

- Desde que te conheci.

Tarda os versos.

Escorrem teimosamente vermelho

                                                       [Sangue Escarlate.

Flautas tocam à mente

                                    Reminiscências.

- Só você?

Lírico o voo do poeta avesso

[Passa.

Disperso sobem fumaças das chaminés das fábricas.

Do céu a lua fala:

- Lágrimas.

Terno retorno.

E a poesia jaz na travessia dos versos.

E em um instante sinto um silêncio poético.

 

 

 

silêncio poético, de helder júnior

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