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Leia aqui um poema de "somos pó-esia", de Stefânia Pimentel:

 

FOLHAS DE ALÍVIO

É como se o instante fosse o único movimento constante que nunca existiu e para sempre existirá...

Paz, Clarice dá pás,
Que cavam as mais áridas areias que pesam um coração.

Um ser e não ser na mesma sentença,
Uma brecha de ar entre os entres,
São correntes de ar nas ambivalências.

A chaminé se abre e se fecha,
Como um livro que abre e que fecha,

Fecha com as duas palmas, bem fortes,
Um bafo!

Sonoplastia do sentimento de alívio.

De respiro.

somos pó-esia, de stefânia pimentel

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