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Leia aqui um poema de "série de águas", de André Luís de Souza Lima:

 

Para não ver navios

me interiorizei,

Assim também eu parei de partir.

Agora imóvel, ou quase: semimovente,

quase paro, ausente, diante do rio.

Hoje tem névoa.

E o interior branco dela sobre mim,

são as águas.

E no interior espalhado dela sobre as águas,

sou eu.

Era.

Surpreendente, um navio atracou.

série de águas, de andré luís de souza lima

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