top of page

Leia aqui um poema de "testamento; memorial: vida", de R. Pinheiro:

 

Nada me restou daquele lugar…

Uma foto apenas, talvez;

Mas não é minha, não pertence a ninguém.

 

Por aquele caminho, onde andam seres místicos e míticos,

Fadas, anjos e demônios.

 

Desistentes já andaram por entre aquelas árvores;

Os grandes nomes já deitaram naquele gramado.

Só não vimos aqueles cujo nome foi dado àquela trilha de asfalto…

 

Talvez estivessem cantando e dançando,

Nos observando da copa das árvores,

Guardando toda e qualquer criatura viva que se agregasse àquele mundo verde —, ou, talvez, já não estivessem mais lá.

 

Um nome apregoado à uma rua cercada de árvores,

Um nome deixado em tributo aos invisíveis.

 

Mas…

Não é preciso ser visto para ser afamado,

Para ser respeitado.

É preciso apenas oferecer uma segunda opção para os humanos perdidos,

 

Por aquele caminho, onde seguíamos…

 

 

Talvez fosse impressão, mas jurava ter ouvido

Uma risada por entre as árvores daquela manhã…

 

Voltaram todos para casa?

Os elfos, eu digo.

testamento; memorial: vida, de r. pinheiro

R$ 50,00Preço
Quantidade
bottom of page